QUE TAL FAZER UM POUCO DE SILÊNCIO?

Querido jovem, você já parou para pensar e sentir que estamos vivendo num mundo extremamente barulhento? Apesar de já estarmos acostumados com o barulho que nos cerca, no fundo sentimos a necessidade de preservar em nossa vida momentos onde tudo está tranqüilo e quieto. Para muitos, a saída é viajar para cidades pequenas, ainda silenciosas. Outros procuram um retiro ou se recolhem em casa mesmo. Tudo em busca de tranqüilidade e silêncio.

A história do ruído acompanha a história humana. Graças à audição, o ser humano percebe os sons do seu ambiente e pode classificá-los em agradáveis e ruídos. Quando temos muito barulho dizemos que existe poluição sonora. É o caso, por exemplo, das grandes cidades, com seus sons de fábricas, buzinas, alto-falantes e outros. A evolução tecnológica aumentou o grau dos ruídos. Somos obrigados a conviver diariamente com ambientes barulhentos, que ferem nossos ouvidos e prejudicam nossa saúde. A correria da casa para o trabalho, o calor e o barulho da cidade causa fadiga excessiva, estresse, cansaço mental, falta de concentração e outros males físicos.

Junto com o barulho externo existe a agitação interna do ser humano. O medo do desemprego, a ansiedade no trabalho, a ânsia de cumprir prazos e horários prejudicam nosso íntimo e nos impedem de relaxar nossa mente. Infelizmente, quando estamos agitados internamente não conseguimos equilibrar corpo e espírito, o que prejudica até mesmo nossa vida espiritual. Para ambos os casos é preciso procurar fazer silêncio. Existe um tipo de silêncio, além do externo, que é pouco explorado e até mais poderoso e eficiente. É o chamado silêncio interno. O silêncio interno é um estado de quietude pessoal, onde paramos para sentir nossos pensamentos e sensações.

O silêncio interno nos possibilita o contato com nosso íntimo e nos leva ao encontro de Deus. Uma forma de aproximar-se do silêncio interno é começar a fazer silêncio externo. O silêncio externo favorece a contemplação, o que ajuda a pessoa a se voltar para si mesma, dando-lhe tranqüilidade e segurança.

Mas não é fácil fazer silêncio. Em primeiro lugar fomos educados para aceitar o barulho excessivo como normal. Em segundo lugar, quando fazemos silêncio somos obrigados a ouvir a voz da nossa consciência mais íntima e enfrentar nossos medos e limites. E não é fácil encarar nosso interior, não é mesmo? E para quem ainda crê que para ficar na história é preciso fazer barulho, é bom lembrar que foi no silêncio que Jesus Cristo realizou grande parte de suas obras e ensinamentos. Quando precisava parar e refletir, ele se recolhia ao deserto e entrava em profunda comunhão com Deus, no silêncio.

Quem sabe não está na hora de você diminuir um pouco o volume do aparelho de som e ouvir o silêncio que está ao seu redor?

Para refletir:

Como você convive com o barulho? Você consegue fazer silêncio no meio do barulho? O que é mais fácil: o silêncio externo ou silenciar o coração? Você trabalha num lugar barulhento? Quais as conseqüências que a poluição sonora traz para a saúde?

A12.com - Padre Evaldo Cesar C.Ss.R



Escrito por Harriete Champoudry às 11h47
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